domingo, 20 de outubro de 2019

Memórias Literárias 2016




MEMÓRIAS LITERÁRIAS – 2016



 Algumas considerações


Os textos que se seguem são resultado da participação dos alunos do 7º ano do Colégio Estadual Paiçandu, na 5ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro 2016, cujo tema é “O lugar onde vivo”. Tendo como base as orientações do Caderno do Professor Se bem me lembro..., que explora o gênero “memórias literárias”, indicado para o segmento do 7º ano, foram desenvolvidas várias atividades em sala de aula, como: debate, exibição de vídeos e imagens, leitura oral de trechos de livros e comentários.
Cumpre salientar que o tema da Olimpíada, de fato, torna oportuno o desenvolvimento de um trabalho que permita ao aluno conhecer melhor a cidade onde mora e a história desse lugar. Assim, considerando-se o gênero “memórias literárias”, os alunos foram orientados a entrevistar moradores antigos da cidade de Paiçandu-PR e depois, a partir da entrevista, escrever um texto que se enquadrasse no formato do gênero: narrador idoso em primeira pessoa, tempo passado e enfoque histórico do espaço. Assim, para produzir adequadamente o texto, o aluno precisou ser capaz de diferenciar as categorias de autor e narrador. Portanto, o texto é de autoria do aluno, mas o narrador de primeira pessoa é representado por outra pessoa adulta e idosa.
O texto escolhido para representar a escola e o município na Olimpíada foi “As aventuras da primeira professora” do aluno Arael Frediane Ledesma de Souza. Essa escolha justifica-se pelo enquadramento na temática e nas regras do gênero. Quanto a isso, durante a leitura dos diversos textos, os leitores poderão notar que nem todos os narradores são idosos. Mas todos os textos foram escolhidos porque tratam do passado ou de uma história pessoal ou local. Além disso, são interessantes, criativos e podem servir de referência aos demais alunos. Vale frisar que todos os textos foram revisados pela professora e reescritos pelos alunos.
Depois de revisados, os textos também foram ilustrados pelos alunos. Para cada texto, foram escolhidas uma ou duas ilustrações. Seguem, respectivamente, os títulos dos textos e os nomes de seus ilustradores:

1. “As aventuras da primeira professora” (ilustração de Alanda Pereira dos Santos);
2.   “Uma pequena história de José” (ilustração de Mariana Augusta Franzin);
3.   “Quando eu cheguei a Paiçandu” (ilustração de Renata Oliveira);

4. “Minha vida” (ilustração de Flávio Augusto Barros Alarcon e André Rodriguês Avelino);
5. “Minhas aventuras e conquistas” (ilustrações de Victor Hugo da Silva Máximo, Mariana Augusta Franzin, Arael Frediani Ledesma de Souza e João Victor Batista Santos);
6.     “O começo da minha vida” (ilustração de Matheus Augusto Mori da Silva e Michael Batista Gomes);
7. “Minha infância” (ilustração de Myllene Cristine de Godoy e Mariana Augusta Franzin);
8.  “Um pouco de minha história” (ilustração de Isabela Cristine Arjona da Silva e Rebeca de Oliveira Cavallini);
9.     “2004” (ilustração de Maycon Ferreira de Lima).

Boa leitura!



1. “As aventuras da primeira professora” de Arael Frediani Ledesma de Souza








As aventuras da primeira professora


Cheguei a Paiçandu aos 16 anos de idade. Eu era só uma garota e achei esse lugar muito primitivo e atrasado. Era difícil encontrar alguém que sabia ler.

Por volta dos anos 50, época de minha chegada, Paiçandu era mesmo um pequeno povoado, muito feio, cheio de mato, poucas casas, quase nenhum comércio e só havia duas ruas. Sinceramente, fiquei com muita vontade de voltar para São Paulo, de onde tinha vindo.

Passados alguns meses, observei que, por aqui, não tinha igreja. Então, conversei com algumas pessoas e combinamos de fazer a primeira missa. Para isso, montamos uma barraca e chamamos um padre.

Naquela mesma época, estava sendo construída a estrada de ferro por famílias que se alojavam por perto para a realização desse trabalho. Observando as crianças que trabalhavam junto com seus pais, fiquei muito preocupada com o futuro delas. Aqui não existia escola. Por isso, perguntei-lhes se gostariam de estudar comigo. Várias crianças aceitaram.

Iniciei, assim, um trabalho voluntário de alfabetização. Após um tempo, fui contratada pela prefeitura e me tornei a primeira professora desta cidade.

Eu havia cursado até a quarta série em uma escola com disciplina muito rígida. Eram oito horas de aula, divididas em dois turnos com intervalo de meia hora. Não existia merenda. Cada um levava o seu lanche.

Atuei durante vinte e cinco anos no magistério. Hoje, sou professora aposentada e sinto muita alegria e orgulho de ter ensinado muitas crianças. Chego a me emocionar ao ver tantos adultos que ensinei já estarem formados e com famílias formadas.

Meu nome é Isabel Mateus Roberto. Estou com 82 anos e ainda moro aqui em Paiçandu.


Arael Frediani Ledesma de Souza




2. "Uma pequena história de José" de Samara dos Santos Soares







Uma pequena história de José


Eu moro aqui em Paiçandu há 60 anos. Este é o lugar onde eu vou terminar a minha vida. Cheguei aqui aos 15 anos e queria dar uma vida melhor para a minha família.

Vim para cá com dois cavalos. Paiçandu era um lugar somente com mato e nada mais. Por sorte, um senhor ofereceu um pedaço de terra em troca de animais. Eu logo ofereci meus cavalos. Naquele tempo, era tudo mais fácil. Foi assim que eu consegui minha casinha e estou morando até hoje.

Minha infância foi dura, mas também foi legal. Eu brincava de carrinho, de sabugo de milho, de bumerangue, que eu mesmo fabricava. Isso foi antes de me mudar para Paiçandu. Mas eu também sempre tinha de trabalhar para ajudar a minha família.

Estudei muito pouco. Só até o terceiro ano. Meu pai comprava um lápis para cada filho, uma borracha da mais pequena e um caderno. Nossa mochila era um saquinho de arroz.

Um dia aconteceu um fato muito triste: meu irmão morreu. Isso destruiu meu coração. Naquele tempo não tinha hospital e, por isso, meu irmão morreu. Na minha vida, passei várias dificuldades. Passei fome, frio, por não ter agasalhos e cobertores, e cheguei até a comer milho cru, por não ter lanche para levar à escola.

Meu nome é José Aparecido da Silva. Tenho 75 anos.


Samara dos Santos Soares




3. "Quando eu cheguei a Paiçandu" de Alessandro Aparecido Surany Filho







Quando eu cheguei a Paiçandu


Quando eu cheguei a Paiçandu, as ruas mal eram asfaltadas. Eu fui morar em um sítio com meus pais e irmãos.

Naquela época, não tinha banheiro igual hoje em dia. Era um buraco grande no chão e com uma casinha de madeira em cima. Aquilo se chamava mictório. Pra gente tomar banho, tinha um rio perto de casa e eu tomava banho lá todos os dias.

Eu e meus irmãos trabalhávamos na roça, com nossa mãe, colhendo algodão e, quando chegávamos a casa, ela me chamava:

— Eliane, vem me ajudar a lavar a roupa!

E eu respondia:

— Já estou indo!

Para lavar as roupas, tinha uma madeira grande e grossa. Minha mãe molhava a roupa no rio e batia na madeira. Era o batedor. Ela sempre pedia para que os filhos fossem ajudá-la.

No outro dia, levantávamos cedo, tomávamos café e íamos ajudar nossa mãe na roça. E assim eu fui crescendo. Depois de um tempo, comecei a estudar. Eu estudei no Colégio Vercindes e fui aluna da professora Ivonete.


Alessandro Aparecido Surany Filho




4. "Minha vida" de Diego Catabriga






Minha vida


Eu cheguei a Paiçandu com três anos. Era 1951. Saí de minha cidade e vim de carro com minha família. Quando chegamos, fomos logo para uma pousada.

Meus pais vieram para cá com intenção de abrir um sítio. Na época, éramos só eu, meu irmão, meu pai e minha mãe. Hoje tenho cinco irmãos.

Quando comecei a estudar o primeiro ano, pensei que não iria gostar. Acabei estudando até o 4º ano que, naquele tempo, era o suficiente.

Depois que parei de estudar, fui trabalhar na roça para ajudar minha família. Fazia tudo o que meu pai mandava. E era duro para mim! Todo dia, todo santo dia, eu ia trabalhar às seis horas da manhã e voltava às seis horas da tarde!

Eu sou católico e todo sábado eu ia ao catecismo. Aos domingos, ia à igreja ouvir a palavra de Deus. Nas horas vagas, o que eu mais gostava de fazer, na minha infância, era jogar bola com meus amigos. Era bola de meia, porque éramos muito pobres. Todos eram pobres e ninguém tinha bola profissional. Mas nunca me queixei da minha vida para os outros.

Depois que eu cresci, já moço, fiz um curso de eletrônica. Tinha vinte anos quando comecei e terminei com 23 anos. Até hoje trabalho nisso. São cinquenta anos de carreira! Mas gosto muito do que faço.

Então, essa foi minha vida. Sou Arthur Charal, tenho 71 anos e moro em Paiçandu há 68 anos. Nunca me mudaria desse lugar, no qual vivi toda a minha vida. Pretendo morrer aqui e me orgulho de onde cheguei. 


Diego Catabriga




5. "Minhas aventuras e conquistas" de  Natália Frimmel Gavino










Minhas aventuras e conquistas


Eu me chamo José Frümmel Filho. Vim da Tchecoslováquia em 1937, quando tinha 11 anos. Eu, meu pai, minha mãe e meus outros dois irmãos, Francisco e Augustyn, viemos ao Brasil para fugir da Segunda Guerra Mundial.

Moro em Paiçandu há 79 anos e tenho 90 anos. Naquele tempo, a vida era muito boa. Eu brincava o dia todo. Brincava muito de esconde-esconde com meus irmãos no meio do mato, no sítio em que nós morávamos.

Estudar, só comecei bem mais tarde. Entrei na 1ª série da escola com 16 anos porque demorei muito para aprender português. Fiz até a 8ª série e parei, porque meu pai ficou doente e passou para mim os serviços da roça.

Quando tinha 32 anos, conheci Ana Kazakevich e tive quatro filhas: a mais velha tem 59 anos, a segunda tem 52 anos, a terceira, 48 anos e a mais nova, 44 anos. Quando a primeira filha se casou, nós mudamos para a cidade, onde eu construí uma casa para cada filha. Hoje, além das quatro filhas, tenho quatro netos, alguns bisnetos e gosto muito da natureza.

Acho que uma das coisas mais marcantes, desde quando cheguei ao Brasil, foi quando vi uma fruta amarela e cumprida. Era a banana. Minha mãe comprou uma, mas eu não sabia que a casca escorregava. Comi e joguei a casca no chão. Foi quando uma mulher chique pisou, escorregou e caiu! Ri muito aquele dia e dou risada até hoje se lembrar.


Natália Frimmel Gavino




6. "O começo da minha vida" de  Flavio Augusto Barros Alarcon




O começo da minha vida


Moro em Paiçandu há mais de quarenta anos e, na minha vida, vi muitas coisas. As ruas, hoje, são asfaltadas, mas antes nem rua tinha. Era um monte de mato. Casa, só havia algumas de madeira. Prédio, a coisa mais parecida com isso era uma casa de dois andares e olhe lá.

Hoje tem TV moderna e computador. Mas na minha época, a TV era pesada e parecia que tinha uma caixa atrás. A imagem era em preto e branco. Quem não tinha TV, escutava novela pelo rádio.

Na escola, nem merenda tinha. As crianças levavam marmita. As brincadeiras eram: jogar bola, esconde-esconde, pega-pega e, às vezes, contávamos “estórias” para nos divertir. Na TV, o que mais parecia com desenho animado era “O Sítio do Picapau Amarelo”. Para tomar banho, íamos ao rio.

O tempo foi passando... A cidade começou a ter mais casas e mais ruas de terra. A Paróquia Santo Cura D’Ars foi construída em madeira de peroba e pintada de azul. As pessoas ainda tinham mictórios em suas casas para fazer as necessidades. Não havia ônibus, mas o trem passava por aqui.

Devagar as coisas foram melhorando. A escola começava a dar bolacha de merenda. Eu fui crescendo e estudei até a sétima série. Comecei logo a trabalhar com meus pais na roça. A gente plantava cenoura, batata, alface, tomate etc.

Meus pais morreram muito cedo, mas não fiquei sozinho por muito tempo. Consegui uma parceira para a vida toda e tive dois filhos: Henrique e Juliano.

Com o passar dos anos, surgiram as primeiras ruas de asfalto, obras, construções, praça, parque etc. Eu comprei uma casa na cidade, me aposentei e minha vida ficou completa.



Flavio Augusto Barros Alarcon





7. "Minha infância" de Felipe Gonçalves dos Santos






Minha infância


Eu era apenas um garoto. Bobinho, não sabia de nada. Nunca tinha ido sozinho para a rua. Sempre estava acompanhado com minha mãe ou meu pai. Só ficava no terreiro brincando.

Mas, na verdade, eu não estava sozinho. Estava sempre com minha imaginação. E lá no terreiro o tempo passava. Quando era a hora do almoço, eu via meus irmãos indo para a escola e chorava porque eu queria ir também. Mas como eu era muito novinho, não podia ainda estudar.

Com o tempo, fui crescendo, ficando mais velho, até que entrei na escola. No primeiro dia, foi a melhor coisa do mundo. Parecia que eu estava em um paraíso. Quando eu passei de ano, nossa! Fiquei mais feliz ainda. Mas o momento que me deixou mais feliz, foi quando eu aprendi a ler. Toda hora eu queria ler. Também gostei muito quando aprendi a letra cursiva. Daí toda hora, eu queria escrever.

Com o passar dos anos, as coisas foram ficando difíceis. Eu fui ficando maior e a preguiça parece que foi crescendo também. Então, eu comecei a ir para a rua e não queria ir para a escola. Só queria ficar na rua. Meu pai e minha mãe ficaram bravos comigo. Eles disseram assim:

— A rua não dá futuro para ninguém. É o contrário da escola, que só dá coisas boas e um futuro melhor pra sua vida.

Se não fossem meus pais, não teria terminado os meus estudos.



Felipe Gonçalves dos Santos





8. "Um pouco de minha história" de Natieli Rocha Ferreira





Um pouco da minha história


Minha vida não foi fácil. Na época do meu ensino médio, fazer uma graduação não era acessível como hoje, pois não havia grande quantidade de universidades, nem programas como o Enem e o Prouni, que são um recurso a mais atualmente. Naquela época, tive de ajudar em casa (não que eu me arrependa, pois era necessário). Depois me casei, tive três filhos e lutei por eles.

O sonho de me formar em uma faculdade, eu transferi para os meus filhos. Hoje tenho uma filha já formada em Farmácia, meu outro filho se forma esse ano em Psicologia e tenho o caçula, de doze anos, que também pretende se encaminhar nos estudos. Mas não desisti de mim. Quando chegou minha vez de estudar, fiz o Enem e tirei uma boa nota, principalmente na redação. Foi então que me inscrevi no Prouni e consegui cem por cento de uma bolsa de estudos. Esse foi um dos dias mais felizes de minha vida. Eu até chorei, pois o meu sonho estava se realizando!

Comecei meus estudos em São Paulo, de forma presencial. Fiz um semestre, mas como me mudei para Limeira, tive de trancar a minha bolsa por um ano. Procurei por várias faculdades na tentativa de que aceitassem a transferência da bolsa de estudos, mas, infelizmente, não consegui. Eles diziam que não havia vagas. Mesmo assim eu persisti. Comecei, então a pesquisar faculdades à distância. Graças a Deus, encontrei a Unicesumar, que me aceitou e devolveu meu sonho de estudar e de me tornar uma profissional da educação.

Hoje, faço Pedagogia na Unicesumar, estou no quarto ano e, em julho, me formo. Sempre digo ao meu marido Sílvio e para o meu filho Paulo que sou agradecida a Deus, primeiramente, e à Unicesumar, que me acolheu.

Conhecimento é uma coisa maravilhosa, porque nos tira da ignorância e nos torna pessoas conscientes de nossos direitos e deveres, prontos para exercer nossa cidadania. Além disso, ele abre portas para um bom emprego e aumenta nossa autoestima. Penso que também é uma das coisas mais importantes da vida, como também é o amor, a paz, a esperança... Dificuldades e barreiras podem aparecer, mas, com esforço, chegamos onde queremos.

Esse é um resumo de minha história de vida. Espero ajudar outras pessoas que têm o mesmo sonho que eu tinha e que querem fazer a diferença neste mundo.


Natieli Rocha Ferreira




9. "2004" de Isabela Cristine Arjona da Silva





2004


Nasci no dia 28 de abril de 2004, às 23 horas e 19 minutos. Minha mãe esperava um menino. Pedro Henrique seria o seu nome... Gostaria muito de saber como ele seria. Quer dizer, gostaria de saber se ele iria ser como eu. Não somos a mesma pessoa: ele seria Pedro e eu sou Isabela!

Minha mãe conta que, quando o médico disse que era menina, ela se assustou e pediu para ele ver se era isso mesmo. O primeiro nome que veio à sua cabeça foi Isabela, por causa de uma garotinha superquerida que ela cuidava. Minha mãe também conta que eu era bem quieta. Ela me fazia dormir e eu dormia o dia todo.

Nunca fui o tipo de criança que fazia bagunça. Sempre tive educação. Uma coisa muito boa que eu fazia era brincar com o meu melhor amigo de infância, o Alysson. Lembro de uma vez que eu pesquisei “como virar sereia” e contei tudo pro Alysson... Ele disse que iria fazer a receita para eu virar sereia. Lembro, também, de quando nós brincávamos de “vampiros”. Tomávamos suco de framboesa e dizíamos que era “alimento de vampiro”.

Nunca fui o tipo de garota que ama rosa e brinca de Barbie. Mas posso garantir que minha infância foi maravilhosa. Sempre amei escrever sobre sentimentos. Sempre coloquei o que estava sentindo no papel. Não tenho muito mais para dizer, pois nem todas as minhas lembranças são boas. Então é isso.



Isabela Cristine Arjona da Silva




34 comentários:

  1. É muito interessante conhecer mais sobre a cidade de Paiçandu. E também histórias de pessoas que presenciaram seu crescimento e a importância delas para que isto acontecesse.

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  2. Nós realmente adoramos essas histórias de vida dos antigos moradores de Paiçandu,as histórias são realmente interessantes.
    Ao ler esses textos até aprendemos várias coisas que não sabíamos sobre nossa cidade,e o mais interessante foi que descobrimos que apesar de nossa cidade ser pequena,temos muitas e grandes histórias para contar.
    A primeira história nos chamou muito atenção,porque a professora citada no texto é a patroa da minha avó (avó da Jheilica) há mais de 24 anos,até hoje ela trabalha como doméstica da Dona Isabel (como nós chamamos ela).
    ______________________________________
    Alunas:Jheilica Morais e Beatriz Saldanha

    8°A

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  3. Gostei muito do texto que foi premiado foi um texto muito bem feito, dou o meus parabéns ao aluno, gostei também de ver que os textos do meus amigos foram escolhidos para o blog da professora Loide. Ao ler esses textos acabei conhecendo coisas que eu não sabia isso ajudou muito. Gostei muito de fazer parte do almanaque sobre Ética e Cidadania, foi um projeto que me chamou muito a atenção. Espero fazer mais trabalhos assim para ter mais conhecimentos.
    Amanda Cristina Almeida 8°A

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  4. Eu gostei muito do texto premiado como o melhor texto e gostei muito também das fotos tiradas durante os trabalhos...

    Beatriz Fernanda 8°C

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  5. Eu moro em Paiçandu desde que eu nasci,e foi muito interessante saber mais sobre a cidade e como ela foi sendo construída de pouco a pouco

    -Brenda Lorayne
    8°C

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  6. Eu moro aqui em Paiçandu vai fazer um ano ainda e nessa escola aprendi várias coisas

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  7. Eu gostei muito das fotos tiradas dos alunos e das demonstrações de histórias dos alunos gostei muito é interessante ver postagens de coisas de pessoas que a gente não conhece

    -Emmily Maria. 8°C

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  8. Adorei esse momento de leitura. Acho que é muito importante, nós como jovens, ler historias vividas por pessoas mais velhas, e adquirir novos conhecimentos.
    - Matheus Silva - 8ºC

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  9. Muito bom os almanaques premiados da professora Loide meus parabéns aos sortudos dos alunos da professora Loide parabéns Belo trabalho loide ASS:LÉO/É/ERICK

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  10. O texto "2004", foi o que me chamou mais atenção por que a menina diz que a infância dela foi uma infância simples e muito feliz e isso é infelizmente o ao contrário de hoje em dia por que as crianças vivem vidrados nos celulares, televisão etc... não só como eles mas os adultos também. Então eu gostei bastante desse texto por causa disso,mas lógico que tem vários outros textos maravilhosos aqui também

    - Quero agradecer também a professora Loide por ser essa professora maravilhosa e incrível que ela é ,e que ela sempre continue assim bjs😘

    - Maria Eduarda da Veiga 8°A

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  11. Bom fizemos a leitura do texto "minha infância" de Felipe Gonçalves do Santos, achamos bem interessante por ele citar que por mais que tinha a hora de estudar também poderia brincar.
    No texto conta sobre a infância dele como no título, é que tinha muita vontade de ir pra escola, quando foi crescendo foi vendo que tinha preocupações, é que não foi sobrando tanto tempo assim. Aprendemos uma lição mesmo que seje difícil nosso estudo e muito importante para nosso aprendizado e futuro, por mais difícil que seje devemos não perder o costume, e sem contar que a leitura também é muito importante em nossas vidas.
    -Kesia/Raíssa 8°C

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  12. Muito interessantes esses textos, podemos conhecer a história de muitas pessoas, de diferentes idades e também como era a nossa cidade há alguns anos atrás. Além das histórias, achei alguns desenhos legais e criativos, principalmente o "Minhas aventuras e conquistas" de Natália Frimmel Gavino.
    -Julia-8°B

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  13. Interessante conhecer mais sobre a cidade de Paiçandu. E também histórias de pessoas que presenciaram seu crescimento é muito importante é
    e tbm é bem legal saber sobre a cidade q moramos
    -Renata G kosak- 8°B

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  14. Este comentário foi removido pelo autor.

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  15. Eu achei muito enterresante esses textos conheci historias de pessoas antigas no colegio adquiri conhecimento atraves de leitura e muito bom tanbem os dezenhos muito bem feitos gostei muito.Jose/paulo/carlos. 8°B

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  16. Gostei muito dos textos e ilustrações, muito bom e interessantes. Parabéns para a professora e os alunos que fizeram esse projeto junto com a professora. Jhon Ramires, 8°B.

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  17. Gostei dos textos são bem interessantes,foi muito om i legal saber um pouco mais sobre minha Cidade.

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  18. Muito interessante esses textos, mais eu gostei bastante da história do Felipe me identifiquei um pouco, eu também tinha muita vontade de estudar gostava de ler escrever mais hoje em dia eu tenho bastante preguiça e meus pais vive cobrando de mim.

    -Gabriel Marco

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  19. muito interessante saber mais sobre a cidade que moramos,como ela era antes

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  20. Nós adquirimos mas conhecimento através da leituras.Esses textos tbm são bem interessante para conhecer melhor a cidade onde moramos.

    Letícia S./Letícia L./Rebeka 8°A

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  21. Os textos me chamaram muito a atenção, por contar como era a cidade de Paiçandu antes, por ler histórias de pessoas mais velhas que conheceram uma cidade diferente da de hoje...
    Consegui adquirir um pouco mais de conhecimento, e sabedoria, espero um dia contar para os meus netos como era Paiçandu na minha infância, e dizer as muitas das brincadeiras divertidas que têm.

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  22. Os textos nos chamaram muito a atenção, por contar como era a cidade de Paiçandu antes, por ler histórias de pessoas mais velhas que conheceram uma cidade diferente da de hoje...
    Conseguimos adquirir um pouco mais de conhecimento, e sabedoria, espero um dia contar para os nossos netos como era Paiçandu na nossa infância, e dizer as muitas das brincadeiras divertidas que tínhamos..

    Felipe d'C Pontes 8°B
    Evelyn Cristina 8°B
    Jhenyffer Vitória 8°B

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  23. O texto que mais nos chamou atenção, foi "As aventuras da primeira professora" pela determinação dela, pelo ato de chamar pessoas para fazer atividades, mesmo a cidade estando meio atrasada. Por ser a primeira professora da cidade, temos certeza que ficará na história de Paiçandu.

    Amanda Valentim
    Hellen Reis

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  24. " As aventuras da primeira professora "
    Achei essa história muito interessante, é ótimo saber da história de onde moramos porque assim aprendemos mais e temos mais conhecimento sobre a história atual.Acredito que a professora Isabel sente muito orgulho e carinho pelo papel que ela exerceu, senão fosse por ela, talvez a educação da nossa cidade não seria a mesma. Quero agradecer a professora Isabel e a todos os nossos professore, vocês fazem de nós pessoas melhores.
    - Maressa Riguete 9A

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  25. Eu gostei muito do texto Quando cheguei a Paiçandu, por retratar uma realidade totalmente diferente a qual vivemos hoje.
    Henrique Atilio Quintilhano 9ºA Tchau, obrigado.

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  26. título: QUANDO CHEGUEI A PAIÇANDU

    Eu gostei muito do texto por se tratar de uma realidade que minha família enfrentou também se tratando de ser uma família pioneira aqui da cidade.

    JOSÉ AUGUSTO MARANGONI 9°A

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  27. Quando cheguei em Paiçandu

    eu gostei bastante da história pois ela fala sobre fatos reias fala de coisas do passado e com isso nós aprendemos a dar valor nas coisas que temos.

    Stephanie Fernanda chagas da Silva 9°A

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  28. O texto que irei retratar aqui e o intitulado "Uma pequena história de José".Achei comovente com o final me deixando entristecido;no 2° parágrafo José descreve Paiçandu a 60 anos atrás,dizendo que era um lugar somente com mato e nada mais.Ja no parágrafo final ele fala que seu irmão havia falecido e que não havia hospital na quele tempo por isso seu irmão veio a falecer,isso mostra o quanto Paiçandu evoluiu desde esses 60 anos.

    Gabriel da Silva Leite 9°C

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  29. O texto q eu mais gostei foi “As aventuras da primeira professora”achei muito interessante chamou muita atenção,pelo o esforço e determinação para chamar as pessoas e ensinar a fazer às atividades. Aluna:Raíssa Cristina Oliveira de Souza 9C

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  30. Eu gostei muito do texto "Minhas aventuras e conquistas" por retratar uma historia diferente, onde uma família precisa fugir para o Brasil por causa da Segunda Guerra Mundial. Também gostei do personagem ter conseguido aprender nossa língua e se adaptar no nosso país.

    Danilo Saraiva Uliana 9ºA

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  31. "As aventuras da primeira professora"

    Gostei bastante do desenho,achei que retratou bem o que estava acontecendo na época. Também reparei que a linguagem utilizada era muito mais formal.
    Gosto muito dessa história,da força de vontade e da iniciativa que essa professora teve. Acho que essa professora teve uma grande importância em Paiçandu pois ensinou muitas pessoas e incentivou a educação na cidade,causando uma grande evolução aqui.

    Jheilica Morais 9°A

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  32. Gostei muito do texto "as aventuras da primeira professora". Porque, quando ela chegou na cidade, viu que era tudo muito primitivo, e tomou uma linda iniciativa de ajuda a cidade evoluir. Como,: dar uma iniciativa em começar a dar as primeiras missas e iniciar um projeto de alfabetização. Achei muito linda as suas iniciativas, porque muitas pessoas, na mesma situação dela, teria abandonado a cidade. Também achei lindo a decisão de passar os seus conhecimentos pra quem não tinha. Por isso gostei tanto do texto. E acho que deveria existir mais pessoas como ela.


    Matheus Silva de Souza - 9ºC

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  33. Achei muito bacana conhecer as histórias de vida de algumas pessoas, principalmente daquelas mais velhas que relataram como era nossa cidade antigamente, como nos textos: "Quando eu cheguei a Paiçandu" e "As aventuras da primeira professora". É sempre legal descobrir como as coisas eram quando não éramos nem sequer nascidos e comparar com como as coisas são hoje em dia.

    Vitor Martins Bispo - 9°B

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